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Autoestima

Autoestima e validação: por que a aprovação dos outros pode ganhar tanto peso?

Por Killian Cristina · Psicóloga · CRP 06/141497

Autoestima não é gostar de tudo em si

Autoestima envolve a forma como uma pessoa se percebe, se avalia e se trata. Não exige confiança constante. Uma relação mais estável consigo permite reconhecer qualidades e limitações sem transformar cada falha em uma conclusão global sobre quem se é.

Quando a aprovação vira termômetro

Todos somos afetados pelo olhar do outro. O problema surge quando elogio, resposta de mensagem, desempenho ou aceitação se tornam os principais indicadores de valor pessoal. A ausência de validação pode então ser interpretada como rejeição, incompetência ou prova de inadequação.

Comparação e seleção de evidências

Em baixa autoestima, a atenção pode privilegiar informações que confirmam uma visão negativa e minimizar sinais positivos. Nas redes sociais, a comparação tende a usar o bastidor da própria vida contra recortes cuidadosamente selecionados da vida alheia. O resultado não é uma comparação justa, embora emocionalmente pareça convincente.

Comportamentos de segurança

Pedir confirmação repetidamente, evitar exposição, concordar para não desagradar ou preparar excessivamente cada interação pode reduzir insegurança no momento. Porém, esses comportamentos também podem impedir experiências que ajudariam a desenvolver confiança baseada em repertório real.

TCC e crenças sobre valor pessoal

Na TCC, investigamos pensamentos automáticos, pressupostos e crenças que organizam a forma de interpretar situações. Em vez de repetir frases positivas sem conexão com a experiência, buscamos avaliações mais completas e testáveis, além de comportamentos que gerem novas evidências.

ACT e uma identidade menos estreita

A ACT pode ajudar a observar que uma pessoa é maior do que os rótulos produzidos pela mente. Pensamentos como “sou insuficiente” podem ser reconhecidos como pensamentos, não como sentenças. Valores também oferecem um eixo menos dependente de aprovação: como quero me posicionar nas relações, no trabalho e comigo?

Limites e autoestima se influenciam

Dizer não, expressar necessidades e tolerar a possibilidade de desagradar pode ser difícil quando pertencimento parece depender de adaptação constante. Construir limites não significa ignorar o outro; significa incluir a si mesmo na equação.

Quando procurar ajuda

Se insegurança e necessidade de validação limitam escolhas, relações, trabalho ou autocuidado, a psicoterapia pode ajudar a compreender como esse padrão se formou e, principalmente, como ele se mantém. O objetivo é ampliar autonomia sem exigir que a pessoa se torne indiferente aos vínculos.

Como eu trabalho esse tema em psicoterapia?

O ponto de partida é compreender como esse padrão aparece na sua história e no seu cotidiano. A partir dessa formulação, seleciono estratégias compatíveis com a demanda, utilizando recursos da TCC e da ACT quando pertinentes. O processo é individualizado: o mesmo sintoma pode cumprir funções diferentes em pessoas diferentes.

Uma observação importante

Textos na internet podem ajudar a nomear experiências e organizar perguntas, mas não permitem concluir um diagnóstico. Se algo deste conteúdo se aproxima do que você vive, a avaliação profissional é o espaço adequado para compreender contexto, intensidade, duração e impacto.

Conteúdo educativo escrito por Killian Cristina, Psicóloga · CRP 06/141497. Não estabelece diagnóstico e não substitui atendimento profissional. Veja os critérios editoriais →

Killian Cristina Cardoso de Souza, psicóloga
AUTORIA

Killian Cristina Cardoso de Souza

Psicóloga · CRP 06/141497 · Experiência clínica desde 2017 · TCC e ACT. Conheça minha trajetória e formação →

Publicado e revisado em 7 de setembro de 2026.